
← Conversa Bem Viver2 days ago · 27 min
Carta de próprio punho de Brizola foi fundamental para educação de Jeferson Tenório
<p>Um gesto simples pode ter mudado os rumos da literatura contemporânea no Brasil. No início dos anos 1990, Leonel Brizola, governador do RJ na época, recebeu uma mulher que ele não conhecia, era uma empregada doméstica que tinha contato com uma secretária do político. A moça conseguiu uma prosa rápida com Brizola e só pediu uma singela ajuda: apoio para que o filho pudesse conseguir uma vaga no conhecido Brizolão, os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), escola de tempo integral, criada pelo político em seu mandato. De próprio punho, o governador escreveu uma carta e garantiu a vaga para o menino, Jeferson Tenório. Foi o que permitiu a mãe seguir trabalhando enquanto o filho estivesse na escola. Duas vezes vencedor do Prêmio Jabuti, o escritor Conversa Bem Viver sobre essa memória, a eleição no RS, o termo 'literatura negra' e se ler o feed do Instagram equivale a um livro.</p>