
← Pergunta Simples7 Jul · 47 min
Como interrogar quem esconde a verdade? Carlos Farinha
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A pergunta é sempre um meio, nunca um fim. É assim que começa esta conversa, e é assim que ela termina: com a ideia de que não há crimes perfeitos, apenas esclarecimentos imperfeitos. No meio, 44 anos de interrogatórios, entrevistas a vítimas, cenas de crime e uma certeza: deixamos sempre a nossa marca, mesmo quando tentamos não deixar nada.
Destaques desta conversa:
— A pergunta como instrumento: o que muda quando deixa de ser um fim em si mesmo
— Como se entrevista uma vítima sem a voltar a ferir
— A dissonância cognitiva do criminoso: a diferença entre mentir e justificar-se
— O que o silêncio comunica e o que o sistema pode fazer com ele
— Por que dificilmente haverá boa decisão judicial sem boa investigação
— O princípio de Locard aplicado ao mundo digital: deixamos sempre a nossa marca
— A história do investigador que sonhou com a solução de um homicídio numa noite de Natal
— Por que não há crimes perfeitos, só esclarecimentos imperfeitos
"Não há crimes perfeitos. O que às vezes há é formas de esclarecimento imperfeitas."