
← Cinem(ação)19 sep · 1 u 30 min
#663: Hollywood abraçou o Pastelão?
Mestres do Universo, Minha Melhor Amiga, Barbie, os novos Mortal Kombat e Street Fighter. Todos esses filmes têm uma coisa em comum: sabem que são exagerados e riem disso antes de você rir. Não é acidente. É estratégia. E tem nome.
Este episódio explora o conceito de Camp, cunhado pela ensaísta Susan Sontag, para entender por que Hollywood decidiu, de propósito, virar a própria piada. Rafael Arinelli, Edu Sacer, Duda Smilari e Thiago Muniz puxam o fio histórico desde os anos 90, quando esses filmes eram vendidos como "sérios" e apanhavam da crítica mesmo faturando alto, até hoje, quando o estúdio descobriu que aquele adolescente que ria escondido virou adulto com dinheiro e senso de nostalgia. Tem espaço também para discutir o cansaço geral do público com o tom sombrio pós Nolan, o motivo pelo qual Deadpool funciona por trás das piadas vulgares, e como Paulo Gustavo transformou o cotidiano brasileiro em comédia afetuosa e reconhecível.
A conversa ainda passa pela tiktokização das premiações, pelo remake de Anaconda que acertou o tom onde outros erraram, e por uma provocação final que incomoda: será que Hollywood só sabe fazer pastelão bom quando já existe uma marca pronta para reciclar?
Rir também é uma forma séria de fazer cinema.
• 05m30: Pauta Principal
• 1h07m00: Plano Detalhe
• 1h24m50: Encerramento
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