
← Cinem(ação)2 okt · 1 u 34 min
#665: Cinema, Memória e Eleição
"Fazer filmes é uma forma de recusar o silêncio." A frase de Tata Amaral abre um episódio que chega na véspera de um pleito decisivo e propõe uma pergunta incômoda: por que ainda precisamos de filmes sobre a ditadura militar em 2026? A resposta passa por psicologia histórico cultural, memória como função ativa do presente, e uma constatação difícil de engolir: lembrar não imuniza ninguém contra o autoritarismo.
Rafael Arinelli recebe Aline Ferreira, Guilherme Arinelli e Matheus Rocha para fazer um debate que atravessa filmes como Eu Ainda Estou Aqui, Honestino e O Agente Secreto para mostrar como o cinema transforma dado estatístico em experiência sensível, mas também investiga o lado sombrio dessa força, quando a mesma linguagem afetiva é usada para construir narrativas messiânicas em torno de figuras políticas. Tem espaço para Vygotsky, Spinoza, Mano Brown e a provocação de que a esquerda aprendeu com a história enquanto a direita aprendeu com o marketing.
O grupo ainda encara de frente o acesso desigual à cultura, o desmonte da psicologia escolar e o fatalismo de uma juventude que acha mais fácil imaginar o fim do mundo do que uma mudança real.
Psicologia rima com democracia. Este episódio explica por quê.
• 08m05: Pauta Principal
• 1h14m42: Plano Detalhe
• 1h29m20: Encerramento
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