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Ed René Kivitz: espiritualidade no Brasil

Ed René Kivitz: espiritualidade no Brasil30 Aug35 min

<p>Como desenvolver a espiritualidade? É possível estar em contato com ela sem estar imerso numa religião? Para o pastor Ed René Kivitz a resposta é positiva, mas são as religiões que oferecem um repertório para orientar e apontar caminhos. <strong>“E como seria uma pessoa espiritualizada? Seria humana. O que existe de mais divino no ser humano é viver a humanidade com dignidade. Esse é o caminho da espiritualidade”</strong>, disse em entrevista ao Podcast da Semana.</p><p><strong>“A gente tem hoje uma espiritualidade ou uma religiosidade de consumo, é a teologia da prosperidade, a teologia coaching, a teologia do sucesso, do empreendedorismo. Quer dizer, isso é muito contemporâneo, isso causaria espécie nos místicos do passado, de todas as tradições espirituais”</strong>, afirma o pastor a <strong>Gama</strong>.</p><p>Ed René Kivitz é teólogo e mestre em ciências da religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Ele é também escritor e acaba de lançar “Uma Ideia Elegante de Deus” (Zahar, 233 págs., 2026). Kivitz mantém um canal no YouTube com cursos, entrevistas e vídeos em que fala de temas sociais e políticos, e é membro do conselho pastoral da Igreja Batista de Água Branca, onde foi pastor-presidente de 1989 até o ano passado.</p><p>Na entrevista, o pastor fala sobre como vê a espiritualidade do brasileiro, a relação entre religião e política, e como o mundo acelerado e hiperconectado de hoje torna as relações mais superficiais e as pessoas mais desamparadas. Kivitz também fala sobre como ele se tornou uma voz dissonante na igreja evangélica, mas diz que não está sozinho.</p><p>“Nesse momento do Brasil há um choque de culturas cristãs, a hegemonia católica sendo confrontada pelo crescimento da Igreja Evangélica no Brasil. A religiosidade do brasileiro hoje está em busca de um de um Deus todo-poderoso que resolva os problemas do país. Nós temos um dos candidatos dizendo que vai declarar o Brasil como pertencente ao Senhor Jesus, como se Jesus fosse ser eleito na urna. É uma coisa contraditória.”</p><p><em>Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima</em></p>