Deu Tilt

← Deu Tilt14 juil. · 59 min

Brasil 1 x 0 celular roubado; iPhone caro? Foi a IA; ‘Caçador de sinal pirata’; Tesla bate em casa

Brasil 1 x 0 celular roubado; iPhone caro? Foi a IA; ‘Caçador de sinal pirata’; Tesla bate em casa14 juil.59 min

A parcela de brasileiros com medo de ter o celular roubado é muito próxima daquela apavorada com a possibilidade de ser morta em um assalto, indica pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha. Não há nada de hipotético nessa preocupação, já que 8,3% da população, ou seja, cerca de 14 milhões, relataram ter tido o smartphone roubado ou furtado. Os números indicam cenário ainda mais desolador: a cada cinco celulares vendidos no Brasil, outros dois são surrupiados no país. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como a epidemia de roubo de smartphones virou problema de segurança pública, e o governo federal repaginou um programa para tentar contê-la. A estratégia, criada no Piauí e adotada em estados como Amazonas e Bahia, é forçar compradores a devolverem os celulares roubados, que perderão suas funções aos poucos. Pix, Gov.br, acesso a redes sociais. Paulatinamente, o aparelho vai virando um tijolo. Deu Tilt mostra como a estratégia conta com uma rara integração ministerial e já promove um inédito compartilhamento em massa de informação entre polícias estaduais. Ainda que bem intencionado, há alguns obstáculos, como a internacionalização da cadeia de celulares roubados.

Goste da inteligência artificial ou não, você vai pagar mais caro pelo seu próximo celular por causa dela. E não pense que o peso no bolso ocorrerá devido às várias funções com IA inundando os sistemas operacionais de Apple, Google e companhia. O buraco é mais embaixo. Deu Tilt explica como a IA intensificou a crise dos chips de memória na indústria de tecnologia. Para funcionar, os data centers que mantêm no ar ChatGPT, Gemini e similares precisam de milhares de GPUs, feitos pela Nvidia, mas esse arranjo só fica de pé com uma enorme quantidade de chips de memória, fabricados pelas sul-coreanas SK Hynix e Samsung e a norte-americana Micron. Com isso, a oferta desse componente fica mais rara para outros eletrônicos, como smartphones, computadores, tablets e videogames. A Apple já aumentou os preços de Macs e iPads; em breve, os iPhones devem ficar mais caros em, estimados, US$ 200. É adepto de Android? Não celebre ainda. A má notícia é que essa situação já afeta toda as fabricantes, a ponto de consultorias marcarem o fim dos celulares baratinhos para 2028 e não verem vida lá muito longa para os computadores de entrada.

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