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#226 – O corpo como lugar de pesquisa no circo

#226 – O corpo como lugar de pesquisa no circo1 oct.35 min

Pra quem está na plateia, o circo pode ser encantamento, surpresa e diversão. Pra quem vive e pratica essa arte, o circo é muito treino, aprendizagem e um tanto de dor e desconforto. E pra quem pesquisa o circo, pode ser um pouco de cada. Neste episódio, Gabriela Andrietta e Mayra Trinca conversam com Nina Leles, pesquisadora em circo e doutora em Performances Culturais pela Universidade Federal de Goiás, e com Ricardo Pucetti, palhaço, ator e pesquisador no Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais, o LUME, aqui da Unicamp.

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ROTEIRO

introdução

Professora: gente, tudo na vida dói, tudo na vida dói, e cê sorri e continua… é o que dá pra fazer, nunca da pra ficar bem o tempo todo, e a vida segue…

MAYRA: Essa aí que você acabou de ouvir… é a minha professora de circo

Professora: toda vez isso, toda semana a gente reclamando / aí quando o pé vai na cabeça, não reclama, quando faz o split e tá zerado, não reclama, reclama só na hora de treinar, na hora do resultado… prepara

MAYRA: Minha abertura não é zerada, mas eu tô muito feliz porque na semana que a gente gravou esse episódio, meu pé chegou na cabeça pela primeira vez no treino. Mas, te dizer, foi um processo bem demorado e, sendo sincera, bem doloridinho.

NINA: tem dores que eu sinto no circo, que se eu sentisse em outro contexto, eu tenho certeza que o meu corpo travaria, mas no circo eq deixa fluir. Ele não briga com essa dor porque ele sabe que aquilo faz parte daquela performance

GABRIELA: Nossa conversa hoje é sobre o corpo no circo. A gente conversou com diferentes pesquisadores pra entender qual a relação das artes circenses com a dor, o risco, o riso e como o corpo é parte essencial delas.

RICARDO: “Vocês querem trabalhar comigo, mas vocês topam ficar por 20 anos porque o o meu trabalho, a minha pesquisa vai estar no corpo de vocês”. Então, o Sime topou, eu topei. [03:23]

GABRIELA: Eu sou a Gabriela Andrietta, filósofa e comunicadora.