Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil

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#3 Religião e democracia: o conflito é sobre interesses, não sobre fé | com Christina Vital

#3 Religião e democracia: o conflito é sobre interesses, não sobre fé | com Christina Vital10 sep52 min

<p>O <strong>Guilhotina</strong> estreia a série especial <em>Democracia com Direitos</em>, uma parceria de divulgação com o <a href="https://open.spotify.com/show/2St7Wj7fcFmc0yCoIOAo4g">⁠⁠podcast Direitos Humanos em Ação⁠⁠</a>, da <a href="https://monitoramentodh.org.br/">⁠⁠Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil⁠⁠</a> (AMDH), cuja coordenação é composta pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), pelo Processo de Articulação e Diálogo para a Cooperação Internacional no Brasil (PAD) e pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil. A produção é da <a href="https://radiotertulia.com.br/">⁠⁠Rádio Tertúlia⁠⁠</a>. São seis episódios semanais, publicados às quintas-feiras, apresentados pela jornalista Beatriz Pasqualino.</p><p>No terceiro episódio, a convidada é <strong>Christina Vital</strong>, socióloga, professora da Universidade Federal Fluminense e uma das principais pesquisadoras brasileiras sobre <strong>religião, política e democracia</strong>. Coordenadora do <a href="https://www.instagram.com/leparoficial/" target="_blank" rel="noopener noreferer">Laboratório de Estudos em Política, Arte e Religião</a> (LEPAR/UFF), ela investiga há mais de duas décadas como diferentes grupos religiosos participam da vida pública brasileira, especialmente nos processos políticos e eleitorais.</p><p>Na conversa, Christina reconstitui a longa história da relação entre <strong>religião e política no Brasil </strong>— da separação entre Igreja e Estado na Constituição de 1891 à organização da bancada evangélica na Constituinte de 1988 — para mostrar que a presença religiosa no <strong>espaço público</strong> não é novidade, nem o problema em si. Com dados de uma pesquisa nacional realizada em parceria com o Datafolha, ela revela o que pensam os brasileiros: 74% acreditam que quem crê em Deus é uma pessoa melhor, 82% consideram importante que um candidato acredite em Deus e apenas uma apertada maioria defende o Estado laico — cuja definição, aliás, gera mais confusão do que consenso. </p><p>A socióloga também <strong>diferencia extremistas religiosos de conservadores comprometidos com a justiça social</strong>, e destaca a diversidade apagada do debate público: os evangélicos críticos e de esquerda. O conflito, resume ela, se instala quando atores religiosos passam a valorizar mais seus interesses econômicos do que os interesses republicanos — e diante disso, a sociedade tem que se colocar.</p><p><strong>Ficha técnica</strong></p><p><em>Democracia com Dir